A vida tem os seus caminhos misteriosos mesmo. Há momentos em que precisamos renunciar, mudar o foco, abandonar momentaneamente os sonhos, viver a vida mais leve, deixar de fazer planos para viver cada dia de uma vez, desacelerar, contemplar...
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Oi, meu nome é Ana Claudia, tenho 41 anos, casada, com dois filhos!
Permitam-me contar um pouco da minha história recente. Há pouco mais de um mês recebi um diagnóstico avassalador. Sou portadora de uma doença chamada de glifoma de nível 4. Simplificando, um câncer do cérebro, não operável. Os prognósticos eram os mais pessimistas. Ainda de acordo com os médicos, não é geralmente um câncer que acomete pessoas da minha faixa etária, esse câncer se dá em pessoas de 65 a 80 anos. E tudo começou com uma dor de cabeça. Fui ao hospital no dia 02 de maio de 2014. Não tenho o hábito de usar remédios e dor de cabeça me acontece uma vez por mês, no período pré-menstrual. Essa é uma parte boa de se observar, de se conhecer. Lembro que, quando a coisa apertou, tomei fluoxetina para aplacar a irritação, mas não consegui tomar por mais de um mês, parecia perder o controle sobre mim mesma e renunciei. Mas naquele 5 de maio eu estava com dor há 5 dias, o que não era comum. Estava irritada, sem paciência, não estava conseguindo raciocinar e estava confusa. As palavras falhavam. Cheguei ao hospital às 11 horas, e depois de 2 exames laboratoriais, passei por duas ressonâncias. Sem poder me comunicar com a minha família, recebi um papel da médica que me atendeu dizendo que precisava procurar um profissional específico, mas nessa altura, não consegui entender ou ler o que estava escrito no papel. Sabe-se lá como cheguei em casa, mas cheguei. Foi Deus, ele me guiou até em casa. Estava em estado de choque. Só me lembro de pedir ao meu marido para cuidar dos meus filhos. Apaguei!
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