A vida tem os seus caminhos misteriosos mesmo. Há momentos em que precisamos renunciar, mudar o foco, abandonar momentaneamente os sonhos, viver a vida mais leve, deixar de fazer planos para viver cada dia de uma vez, desacelerar, contemplar...
quarta-feira, 25 de junho de 2014
João de Deus, uma experiência inesquecível.
Espiritualidade, fé, religião, só acredita quem tem e o meu intuito é contar uma história, não tenho pretensão de catequizar ninguém. Trata-se tão somente de relatar uma experiência maravilhosa que vivenciei naquele santuário de energia positiva e que gostaria de compartilhar.
Murillinho me falou de João de Deus ainda no hospital. Já tinha ouvido falar dele no trabalho, os suíços o procuram com bastante frequência, ouvira falar através de amigos, da busca pela cura, mas confesso que tinha um certo receio. Não sei exatamente o que era, não sei se o medo do inexplicável, ignorância, falta de informação...
Concordei na hora em ir a Abadiânia conhecer mais sobre esse dom de cura que lhe foi atribuído.
Saímos de casa às 5h da manhã, um frio de rachar, todos de branco. Chegamos bem cedo e lá pela 8 da manhã já estávamos na primeira fila, que na verdade se revelou ser a última fila. Pessoas prestam seus depoimentos, falam de suas experiências de cura, de fé, oram, tramitem energias positivas. Tudo o que é passado ali é positivo nessa perspectiva de cura, de luta. Não há espaço para negativismo, o que as pessoas buscam ali é esperança.
Em um determinado momento as filas se formam e as pessoas que já frequentam ou estão em tratamento, aos poucos vão se aglomerando para ter contato com João de Deus, já incorporado em entidade. Por fim é a vez dos novatos.
A entidade sabe do que você precisa. Não é necessário verbalizar, mas eu optei em fazê-lo, precisava naquilo naquele momento, até mesmo pra mim, não tinha ainda falado sobre a minha doença. Cai em prantos. Ele que tinha uma receita em mão, se retraiu e me anunciou que me operaria às 14 horas. Fiquei muito emocionada e me senti infinitamente abençoada.
Sai dali não somente numa paz indescritível como também leve como uma pluma. Seguimos para alguns esclarecimentos e tomamos uma sopa terapêutica. Almoçamos e voltamos para outro ciclo de palestras e oração.
A cirurgia espiritual nada tem a ver com a cirurgia tradicional, embora a pessoa possa optar por uma cirurgia aberta. Nesse caso a entidade tem contato com o paciente. No meu caso, optei pela espiritual. A entidade sabe das suas necessidades e trabalha as suas necessidades, na medida de suas possibilidades. Os operados se reúnem numa sala onde, coletivamente são tratados dos seus males.
Ao sairmos, fomos novamente orientados e ao final de 7 dias, dormimos de branco, colocamos um copo de água na cabeceira e pedimos às entidades que nos retirem os pontos. No dia seguinte, tomamos a água ao acordar, fazemos uma oração agradecendo as entidades a retirada dos pontos. Voltamos entre 8 e 60 dias para dar seguimento ao tratamento, fazendo uma revisão. E estranhamente parece mesmo como uma cirurgia, depois do resguardo, você se sente restabelecida, disposta, mais forte.
Durante o processo, eles deixam bem claro que o tratamento espiritual não substitui o tradicional e vice-versa, ambos são complementares. A fusão da ciência e da fé são fundamentais.
João de Deus foi uma experiência fantástica e inesquecível. Um dia, tenho esperança de que serei eu a dar o meu depoimento de sucesso e superação.
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Não tenho nenhuma dúvida de que em breve, estaremos lendo seu depoimento da vitória! Fica com Deus.
ResponderExcluirObrigada, amiga, saudades mil!
ExcluirQuerida, continuo te acompanhando, dia a dia! Tudo muito claro e esclarecedor. Conte sempre comigo! Te amo! Blim
ResponderExcluirAmo vc tbm, amiga!
ExcluirAna, eu e Sergio estamos te acompanhando de longe, mas com muita fé e energia positiva!
ResponderExcluirQue bom te ver por aqui Erika! Beijos pra todos!
Excluiracho que meu comentário apagou
ResponderExcluirali fui eu, Andreza, escrevi um livro e quando mandei apagou...
ResponderExcluirresumindo
não é minha religião... mas, eu também fui lá (no lugar da minha tia-madrinha que mora em SC- dizem que se for do mesmo sangue você pode ser operado em lugar da pessoa) cirurgia de rins. confesso que fui meio na dúvida mas os "acontecimentos posteriores" são inegáveis (depois te conto) se funcionou? dois anos sem operações ou pedras nos rins (depois de umas 5 cirurgias em que a" próxima" deveria retirar um dos rins por falência (e o rim esta la, funcionando)
também tem um senhor no Gama, acho que é Valentim. Fui lá uma vez (eu sempre vou sozinha...) e um senhor (da altasociedadebrasiliense) me contou que passou por um caso "impossível" parecido com o seu há uns 30 anos. segundo ele, desceu do avião vindo dos EUA, porque "não tinha mais jeito" e foi direto lá para ser operado. -Funcionou?(eu perguntei) - Você não está me vendo aqui!?(respondeu ele)...
se desejar... te acompanho em qualquer lugar que você precisar ir.
beijos. tenha fé. estou por aqui (sempre). Andreza